O critico de vinhos e gastronomia do Jornal de Negócios “surpreendeu-se – e de que maneira” com o Quinta dos Lagares Mourisco 2015. Argumenta Edgardo Pacheco, este é um “rosé especial a diferentes níveis”, pelos aromas e sabores particulares que apresenta e por “resultar de uma casta mal-amada no Douro e praticamente desconhecida dos consumidores”.

O jornalista dá também conta da originalidade e da história peculiar que deu origem ao rosé da Quinta dos Lagares, lembrando que “Mourisco é uma variedade tinta que existe nas vinhas velhas, mas que, pelo facto de dar vinhos com pouco cor, deixou de ser interessante”, com a agravante de os cachos de Mourisco amadurecem precocemente, apresentando-se em estado de maturação muito avançado quando é feita a vindima. Foi, alias, por ter sido confrontada com esta realidade em 2014 que a equipa da Quinta dos Lagares decidiu, em 2015, apanhar as uvas de Mourisco mais cedo para serem destinadas a um rosé.

“Foi uma bela ideia”, refere o jornalista, “não só porque estamos perante o único rosé de Mourisco em Portugal, mas, acima de tudo, porque este é um vinho modelo. Isto é, fresco, com aromas inusitados e nada enjoativos”. Para acompanhar massas, carnes grelhadas, saladas ou sushi”, conclui, “eis um vinho que nasce de um feliz acidente. É bem capaz de fazer alguma história no Douro e não só”.

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