A floresta da Quinta dos Lagares obteve recentemente a Certificação de Gestão Florestal Sustentável, pelo Forest Stewardship Council (FSC), sendo a primeira e única certificada no Douro por este exigente organismo.

A Quinta dos Lagares estende-se por um anfiteatro natural que atinge o ponto mais alto no planalto de Favaios, aos 560 metros, e desce até aos 260 metros, já próximo do rio Pinhão.

Estas condições, associadas a um histórico uso pouco intensivo do solo, originaram uma paisagem diversa e rica, caracterizada por um equilíbrio entre as componentes de produção e proteção, onde a relação entre área de vinha e área de vegetação espontânea, é de 1 para 1, possivelmente uma das mais altas na Região Demarcada do Douro.

O coberto florestal compõe-se de sobreiral, pinhal e matorral mediterrâneo – este último composto pelas espécies típicas da região, com destaque para o medronheiro, mas onde pontuam também a azinheira, o zimbro, o carvalho negral e o castanheiro – e estende-se por toda a propriedade, entrecortando as áreas agrícolas e garantindo assim uma descontinuidade de vegetação que enriquece a paisagem e contribui para a manutenção da biodiversidade, ao mesmo tempo que assegura uma gestão mais equilibrada da água e do solo.

A área florestal tem, além disso, sido ativamente gerida através de uma seleção positiva dos matos e condução dos sobreiros, medronheiros e pinheiros, o adensamento de algumas manchas e a plantação de outras espécies autóctones. Com o objetivo de aproveitar e potenciar esta biodiversidade florística é feita a exploração de mel (em consórcio com um produtor local).

A água das várias minas existentes é armazenada em diferentes tanques, evitando-se sempre que possível o recurso a bombas para a sua utilização.

Para além da vinha ser gerida no âmbito das regras da Produção Integrada, e da gestão do olival ser certificada como biológica, as restantes atividades na propriedade são levadas a cabo tendo em conta o consumo e a qualidade da água, a proteção do solo e a manutenção da biodiversidade.

O processo de produção de vinho é também levado a cabo dentro de critérios de não utilização, ou utilização mínima, de produtos exógenos, um reduzido uso de plásticos e o recurso a materiais que permitam reduzir a pegada ambiental, como seja o uso de garrafas de baixo peso (aproximadamente 60% do peso de uma garrafa normal).

 

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